
Recentemente, em Girau do Ponciano (AL), um laticínio clandestino foi interditado após a Força-Tarefa de Fiscalização Integrada flagrar a produção de queijos em uma betoneira enferrujada.
Um episódio que, à primeira vista, pode soar absurdo — mas que revela problemas muito mais profundos do setor de alimentos no Brasil.
O que esse caso mostra?
- Improvisação criminosa – usar uma betoneira, equipamento destinado a cimento, para manipular alimentos expõe consumidores a metais pesados, contaminações e riscos graves à saúde.
- Ausência de responsabilidade técnica – sem um profissional habilitado para garantir conformidade, a produção se torna terreno fértil para falhas estruturais.
- Fiscalização limitada versus criatividade do risco – órgãos atuam, mas ainda enfrentam práticas clandestinas que desafiam a lógica e colocam vidas em jogo.
O papel do consultor de alimentos
Um caso como esse não é apenas sobre “um laticínio clandestino”. É um retrato da falta de processos, de controle e de profissionais capacitados no comando.
O consultor de alimentos:
- Estrutura fluxos de produção de acordo com as BPF (Boas Práticas de Fabricação).
- Garante que equipamentos sejam adequados e seguros.
- Documenta, treina e acompanha para que a produção não dependa de improvisos.
Por que isso importa para você, profissional?
Quando você assume a responsabilidade técnica ou a consultoria de uma indústria de alimentos, você se torna linha de frente da saúde pública.
Não é apenas sobre “cumprir normas”: é sobre proteger pessoas de riscos invisíveis que, em casos extremos, podem ser fatais.
A imagem da betoneira enferrujada usada para fabricar queijo é chocante. Mas serve como alerta: o setor alimentício não pode andar à base de improviso.
Empresas precisam de profissionais técnicos. E profissionais que se preparem para essa função têm diante de si um mercado urgente e indispensável.



