Um restaurante localizado no centro de Suzano foi interditado pela Vigilância Sanitária após a apreensão de 1,5 tonelada de alimentos vencidos. A ação ocorreu após denúncia e revelou um cenário de alto risco à saúde pública.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram produtos com validade expirada, alguns desde 2024. Todo o material foi apreendido e incinerado, conforme determina a legislação sanitária. Além disso, o estabelecimento apresentava condições inadequadas de higiene, ausência de dedetização e falhas em procedimentos básicos de manipulação de alimentos.
Diante das irregularidades, o restaurante foi interditado até que sejam realizadas as adequações exigidas, apresentada a documentação necessária e comprovada a regularização em nova inspeção técnica. Um auto de imposição de penalidade foi emitido, podendo resultar em multa aos responsáveis.
O problema não é pontual. É estrutural.
Casos como esse não acontecem da noite para o dia.
Eles são resultado de ausência de controle contínuo, falhas de gestão e, principalmente, da não atuação efetiva de um Responsável Técnico.
A presença do RT não é burocrática. É preventiva.
É o RT quem deve estruturar e acompanhar rotinas como:
- controle rigoroso de prazos de validade
- organização e rastreabilidade de estoques
- implementação e monitoramento das Boas Práticas de Fabricação
- treinamento da equipe de manipulação
- definição de procedimentos claros para descarte e não conformidades
Quando esses controles não existem ou não são acompanhados, o risco deixa de ser administrativo e passa a ser sanitário.



